A HEGEMONIA DO CAPITAL INTERNACIONAL

No final dos anos 1920, o mercado brasileiro de energia foi atingido por constantes crises de fornecimento geradas
por sucessivos períodos de seca e pela crise do café, e ainda agravadas pelo crescimento da própria demanda energética,
a que os investimentos dos pequenos grupos controlados pelo capital nacional não conseguiam mais atender. Foi nesse cenário que se ampliou o interesse de grupos estrangeiros pelo mercado brasileiro, originando um novo processo de concentração
de empresas e de consolidação de investimentos internacionais.

Com a injeção do capital externo se deu um processo de expansão e integração das redes de diversas empresas.
Como resultado, os grupos internacionais passaram a dominar o mercado, promovendo atualização e a padronização
de tecnologia dos equipamentos utilizados em seu parque gerador, de transmissão e de distribuição. Até os anos 1960,
grupos como o americano The American & Foreign Power Company (Amforp), em grande parte do território nacional,
e o canadense Light and Power no eixo Rio-São Paulo até 1979, permaneceram dominando o setor.

Nestas quatro décadas de concentração do capital estrangeiro, o setor elétrico foi um elemento decisivo na construção
de uma nacionalidade que se desenhava no caminho do crescimento econômico e da industrialização.